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Reviravoltas

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Voltei... Voltei a sentir a necessidade de libertar o que me sufoca, este misto de emoções, este reencontro, as memórias, as gargalhadas, as lágrimas, o verdadeiro sentimento. São reviravoltas da vida... Devaneios da mente, penso e penso mais um pouco, é incrível a mudança que sinto dentro de mim, cresci, ultrapassei tanta coisa, e ainda existem tantas outras metas a alcançar, foi aqui que aprendi a gostar cada vez mais de mim, em que comecei a ver o que existe de bom nas pequenas coisas. Sempre me senti diferente dos que me rodeiam ou rodeavam, foi sozinho que aprendi a dar valor às coisas, foi assim que aprendi o que era ter esperança de um dia melhor, contudo admito que ainda guardo tanto medo dentro de mim, mas será sempre algo que terei que lidar até aos poucos me largar dessas mesmas Sombras, pois na realidade todos nós temos medos que nunca iremos perder, é inerente a todos nós sentirmos esse frio no estômago, todos queremos ser felizes mas quando chega a hora todos s...

Não Sabemos

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Bem... Hoje escrevo para ti, para esse alguém que existe ou talvez não. Hoje decidi finalmente escrever as palavras que vagueiam pela minha mente, que me tiram o sono e o despertar do dia a dia. Tu não sabes quem eu sou, e talvez eu também não saiba quem tu és, ou quem sabe o destino já se encarregou de nos juntar e separar, não? Enfim, quero que saibas que estou um caco, porém, outras vezes estou um autêntico circo de aberrações. Nunca procurei por ti e penso que nem tu por mim, pois quanto mais se tenta enganar o destino mais rasteiras ele nos faz. Pareço um mero idiota a escrever estas palavras, um mero idiota porque sei que ninguém irá ler ou entender isto. Talvez nem eu perceba bem o que estou a fazer, mas simplesmente estou a deitar para o mundo as palavras que me consomem o interior, o resto que sobra da minha alma, do meu ser, e quem sabe, talvez de amor. Tu não sabes quem eu sou, e talvez eu também não saiba quem tu és... Só quero que saibas que tal como todas as pesso...

Confiança

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 Voltei... Ao fim de algum tempo voltei aqui, voltei a escrever... Voltei a entrar num mundo onde não consigo verbalizar o que realmente sinto, perdi a confiança em mim e nos outros, mas principalmente em mim, e querem saber o porque?    A cada momento sinto, sinto pedidos mudos...Vozes do pensamento inconscientemente consciente da nossa própria existência dormente de medo, de perguntas... impasses... Por vezes vivemos consumidos nos nossos próprios medos, perdidos sem rumo numa confusão de sentimentos e pensamentos, que nos enchem e preenchem.    Por viver assim, por vezes penso que não pertenço a este mundo, talvez esteja mesmo destinado a ser o eterno Viajante ao Vento, aquele que vive num mundo de vultos, numa terra governava pelo Silêncio e a Escuridão, onde correntes são o doce sentir de alguma sensação mais profunda em mim.     Talvez o problema seja meu, voltei a perder a capacidade de confiar, de falar o que realmente sinto...

Palavras

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Cá estou eu... Sinceramente não sei o que irei escrever, os meus pensamentos perderam o pouso. Enfim, vou-em deixar levar pelas poucas palavras que se prendem ao meu pensamento. Traição, Ódio, Dor, Solidão, Loucura, Escuridão, Vento, Amor, Memória, História, Corpo, Recomeçar, Amizades. Tantas e tantas mais palavras poderia eu escrever e rescrever, mas de que me serve tal coisa? Hoje sinto a necessidade de gritar ao mundo, porém, sinto-me à deriva, a cambalear e o mais engraçado, ou não, é que todos os que me rodeiam não percebem. Desde a última vez que aqui estive muita coisa mudou... Actualmente sozinho como estou, desencontrei me com pessoas e encontrei outras, todavia continuo a fazer o mesmo, o Sérgio Subtil que se esconde atrás da máscara e dos aplausos para esconder a dor, que sempre que volta ao seu mundo ao sabor do vento se desmonta em meras lágrimas secas pelo ódio e a desilusão.   Nestes últimos tempos quebrei o coração em mil e um pedaços, e não, não vou falar só ...

"Não teria título..."

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Se a vida fosse um livro, certamente não teria título... Talvez fosse apenas um simples caderno dentro de uma mala velha, gasta. Com algumas páginas amarelas de gastas, outras húmidas das lágrimas corridas ao escrever certos capítulos, outras com uma letra quase ilegível... Ou porque a felicidade era tanta ou a dor mais ainda. Porém, falo do meu livro... Não do vosso, (digo vosso se alguém realmente ler isto) pois nem todos carregamos a mesma história o meu livro e isso é muito bom. Já algum tempo que ando para escrever, contudo, têm me faltado as palavras poéticas, o momento oportuno... Até que pensei e repensei e cá estou. Talvez a inspiração para o guião que ando a escrever me tenha levado aqui. Dei conta que cada linha que escrevo, que é suposto ser em parte ficção, consegue ser um reflexo meu e isso assusta-me um pouco. Li e reli cada palavra do meu projecto, fui buscar umas caixas e li e reli textos meus quando tinha 14anos e li e reli cada texto desta blog e percebi... Per...

Adormeço

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Nem sei por onde começar... Talvez pelo inicio? Mas que inicio? Sinto a minha cabeça ás voltas, porém são voltas vazias. Um vazio que me preenche, controla, domina por inteiro. Perdi a criatividade, a imaginação... Os sorrisos puros e as lágrimas sentidas. Mas será possivel? Afinal de quantas maneiras pode um ser humano quebrar? Quebrar e quebrar e continuar a sorrir, penso que já nem isso sou capaz de fazer, ou talvez até seja, visto que ninguém consegue perceber o que realmente se passa no meu mais intimo. Não sou mais que ninguém e ninguém é mais que eu, porém, ninguém sabe a quantidade de vezes que adormeço a chorar, os pensamentos mais negros que me ocupam a mente a cada momento. Sorrir por vezes doí-me mais que certas feridas sofridas na pele. O frio não me esfria o calor não queima e os sentimentos? Bem, esses já nem sei o significado de mais de metade. Eu sei, tenho de ganhar força, coragem e seguir em frente! Mas como? Sinto-me tão mais confortável neste quarto, escuro...

Não deu conta

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Nem sei por onde começar, onde procurar... Nem sei como voltei aqui, não me lembro de ter regressado a este ponto de partida, ou quem sabe ponto de fim. Penso que a Terra já nem se lembra do meu nascimento, provavelmente tenho mais idade dentro de mim do que a maioria dos seres que "nasceram" comigo. Porém, de que serve esta comparação absurda? Não me irá trazer nada de novo, só me irá sufocar, prender. Ao longo dos meus 21anos, li histórias, fui criando outras, fiz partes de algumas... Chorei e ri com quase todas as personagens que criei, encontrei, cruzei. Fiz amor com tantas outras e magoei umas outras tantas. Fui deixando a minha marca nelas, nas páginas que pisei, nos sonhos que construí, e hoje olho em volto e o que encontro são meros livros fechados, velhos... Cobertos de poeira. Estou de volta ao meu quarto escuro, gélido... Abro a janela e arranco os cortinados para tentar perceber a quantas anda o mundo lá fora, porém, o fumo dos meus cigarros é tanto que a si...