domingo, 17 de julho de 2011

Sozinho


Quantas vezes não dizemos “Antes só que mal acompanhado”? Por vezes dizemos vezes e vezes sem conta. Dizemos a nós próprios, a familiares, amigos, conhecidos, desconhecidos.

Ao dizer-mos tal frase por vezes acabamos por sentir um falso conforto, uma leve brisa de ilusão de que estamos bem e que o mundo á volta nada interessa. Pois bem, eu desde pequeno sempre disse que estava bem sozinho, nunca fui para os pátios brincar com as outras crianças… Sempre estive bem sozinho.

Hoje aos 19anos, percorro no pensamento toda essa ilusão e percebo que em certos casos simplesmente desisti… Desisti de sorrir, sonhar, de ser eu mesmo. Mas claro que por vezes tentei estar bem sem ser sozinho, e obtive grandes momentos, momentos esses que ainda hoje me fazem sorrir, outros simplesmente me roubam o sono ao anoitecer… Tudo isso fez faz parte do ser humano.

Mas hoje ainda digo, “Estou bem sozinho”. Sempre disse que ficaria sozinho e sozinho estou.

Há uma razão para eu ter dito que seria feliz sozinho. Não foi por pensar que seria feliz sozinho. Foi por pensar que se me agarra-se ás pessoas e isso corresse mal, podia não aguentar. É mais fácil estar sozinho. E se aprendemos que precisamos de pessoas, sentimentos e depois não temos? E se gostarmos disso? E nos apoiarmos nisso? E se construirmos a nossa vida em torno disse e depois… tudo se desmoronar? Conseguimos sobreviver a esse tipo de dor? Perder pessoas, sentimentos é como uma lesão num órgão. É por vezes, como morrer. A única diferença é que a morte termina… Isto? Isto pode durar para sempre.