domingo, 26 de setembro de 2010

Puxar


Neste momento ando sem rumo ou tino, neste momento sou o vazio e a distância, neste momento não sei quem sou… se sou quem te adora, se sou o ser que adoras.

O vento puxa por mim e neste momento leva-me de volta ao mundo que jurei não mais voltar, ao mundo onde o silêncio e a solidão reinam sobre um manto de dor, mundo esse que tem como centro o poço que em tempos me dava conforto, poço que me chama para o seu fundo, para o seu leito. Mesmo sendo puxado olho para trás e vejo-te a ti, sim estás presente, sim sinto o teu carinho mas… Mas não sinto o teu desejo, não te sinto quando as lágrimas correm pelo meu rosto.

Hoje metade de mim, quer voltar a ser um viajante ao vento, sem rumo… Hoje metade de mim quer continuar a pertencer-te e repetir a palavra “Amo-te”, mas não posso viver nesta constante de constâncias o resto dos dias.

Pois embora o sentimento conte, os actos também e são eles que dão mais força aos nossos sentimentos… São simplesmente eles. Podia dizer “esquece” mas não.

Estou assim, sem forças… Mas ciente do que sinto por ti, por nós! Ciente que é a ti que quero e não, não mais alguém. Simplesmente digo, simplesmente peço o teu toque.

domingo, 12 de setembro de 2010

Xadrez


Na vida temos escolhas, caminhos, sorrisos, lágrimas, amigos, inimigos… enfim, a pergunta é “o que não temos?”

Hoje enquanto ia para casa, olhei para a janela do comboio, sabem o que vi? A vida a passar por mim, por ti, por todas as pessoas que caminhavam ao som de uma música que me consumia naquela viagem.

Em que pensava? Bem, pensei nos acontecimentos de uma vida curta, pensei no que seria dos outros o meu desaparecimento. Pensei nas novas e antigas amizades, no novo e antigo amor.

“Afinal para que serva este texto?!” perguntam vocês certamente com razão. Podia dizer que este era mais um texto da vida e das suas ditas tristezas, mas não. Este texto é um acumular de lágrimas, onde filmes, pessoas, locais e acontecimentos me deram coragem para voltar a escrever.

A vida não é assim tão madrasta, a vida é feita de pequenos nadas, pequenos detalhes como uma simples “olá” um simples olhar, ou até mesmo um banal “não vai dar, esquece…” isto sim é a vida! Um pleno jogo de xadrez onde somos nós quem comanda os peões e não o contrário.

A derrota? Está sempre garantida, tal como tudo na vida o não é uma certeza. Talvez hoje vá perder o jogo de xadrez mas amanhã vou vencer…

Vou vencer por mim, por ti, por vocês… a viagem de comboio terminou, a casa cheguei e mesmo assim não percebo por inteiro a totalidade destas palavras aqui expostas, talvez o alguém as entenda.

Talvez a pergunta de todas será “O que é realmente o alguém?”