sábado, 9 de dezembro de 2017

Um Ano

 Um ano e cá estou eu... Hoje escrevo para ti, não como um simples texto, mas sim numa carta que num irás ler.

 Sempre pensei que este dia me fosse passar ao lado, tal como passou-te, porém ficou marcado em mim como uma tatuagem que fazes quando estás no auge na adolescência e nem pensas nas consequências. Hoje escrevo-te pois faz um ano que tudo terminou, um ano que bati o pé.

 Hoje olho para trás e sinto um misto de emoções, e por mais que penses o contrário, nunca tive raiva de ti, nem mesmo ódio. 

 Lembras-te de como tudo começou? Os dois cheios de frio numa noite de Março, sem televisão, simplesmente a competir num jogo estúpido ao telemóvel e do nada, sem pensar nos certos e errados fiz-te o pedido, eram 00:17h. Lembro-me da tua cara de espanto, onde o olhar dizia "finalmente!", só me deste a resposta passado uns 20 minutos... Esse "SIM" que me encheu de alegria e foi com essa simples palavra que começou... Começou a nossa história, começou o meu mundo onde acreditei que o amor era mais forte que tudo, que era capaz de mover montanhas, capaz de perdoar tudo.

 Lembro-me que no dia a seguir fui ter contigo ao trabalho e disseste aos teus colegas... "Aqui está ele, o puto que me pediu em namoro. O meu namorado!" Por vezes ainda oiço a tua voz na minha cabeça e sem dar conta dou um sorriso, estúpido da minha parte, não achas?

 Lembras-te da primeira vez que conheci a tua família? "Então tu é que és o Sérgio...", foram estas as palavras da tua mãe quando me viu pela primeira vez. Lembras-te quando te quis apresentar à minha mãe? "Não me sinto preparado, é cedo!", foram as tuas palavras.

Os meses foram passando e eu lá fiquei contigo... E tu comigo. Sabes do que não me lembro? Onde é que começou o final, já vi e revi e não encontro a resposta.

Os meses foram passando e eu percebi... Percebi que o amor não é capaz de tudo, não é mais forte que tudo. Percebi que amor não era o que tínhamos. 

Lembras-te de como eu fazia o esforço, por ti, para estar com os teus amigos? E lembras-te do esforço que fazias para estar com os meus? Ah pois, nunca o fizeste. Recordo-me de quando te disse "Amo-te"... Lembras-te da tua resposta? "Ai Serginho, não digas disparates." e continuaste a fumar e a ter as tuas conversas no whatsapp.

 Faz hoje um ano... Lembro-me das surpresas que te fiz. Lembro-me do teu toque sobre a minha pele, os teus lábios sobre os meus, o teu corpo quente nas noites frias. O teu mau humor matinal, a tua vontade de querer descobrir mais sobre o mundo, sobre o ser humano no seu interior. 

 Recordo-me das pessoas que perdi e das que quase perdi... Em nome do amor reneguei amigos, família, pois sempre acreditei que o amor era mais forte que tudo, mas pior de tudo... Acreditei em ti, nas tuas palavras.

 Lembras-te como tudo acabou? Eu lembro-me... "Basta!" foi essa a palavra que ao ser pronunciada por mim fez o meu mundo tremer, foi ao dizer tal palavra que na minha cabeça tudo caiu, percebi que não tinha para onde ir, não tinha a quem pedir ajuda. Tu sabias disso e mesmo assim abriste a porta e eu sai... Recordo-me do frio que estava e das leves gotas que caiam sobre o meu rosto, não chorei, não dei luta, não gritei, simplesmente segui o meu caminho. Sabes, embora nessa noite eu só senti-se medo pois não sabia o que me iria acontecer, também senti-me livre, mais livre que nunca.

 Hoje faz um ano e ainda te tenho comigo, não no sentido que talvez fosse o teu desejo... Contigo aprendi que amar não é rebaixar, não é fazer o outro pequeno só para sermos os senhores na razão. Amar alguém não é andar com a pessoa ao colo e perdoar tudo de olhos fechados, mas sim andar lado a lado com a pessoa... E acredita, foi por amor. Foi por amor a mim próprio que eu disse "basta", que mesmo sabendo que iria estar sozinho, que decidi sair de um amor condenado. 

 "Para amares alguém, primeiro tens de te saber amar." foi o que te disse ao me fechares a porta de casa.

 Um ano passou e contigo aprendi certas rotinas, palavras, gostos... Cresci contigo, no bom e no mau que o ser humano tem, porém, aprendi amar-me e por isso só te posso agradecer. Ainda hoje dou por mim com certas rotinas ou até mesmo expressões que eram tuas. E acredita, é com gosto que adquiri tudo isso. 

 Olho para trás e percebo que já te amei de verdade, foste uma história bonita que no final arrancou todo o meu coração e digo-te, nunca pensei estar aqui hoje a escrever-te uma carta que nunca irás ler, mas acho que o amor é isto. Amei-te com todos os teus defeitos e qualidades, amei-te até quando a tua indiferença era rei, quando me fazias sentir um erro só por ter nascido. Amei-te tanto ao ponto de virar a cara à minha própria mãe. Amei-te até ao ponto em que parei e decidi amar-me a mim em primeiro e cá estou eu. Amei-te, e no final terás sempre um lugar em mim e não falo das cicatrizes... Amei-te, porém, agora o meu amor sou eu próprio.

 Faz hoje um ano que tudo terminou... Lembras-te? No dia em que começou a nossa história foi também o dia em que a mesma terminou. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Deixei

 Bem, cá estou eu... Voltei, não por completo, mas voltei.

 Desde a última vez que cá estive tanta, mas tanta coisa mudou... Mudou a morada, os sonhos, as conquistas, os amigos, a família, enfim. Tudo mudou. Ao longo destes meses pensei ter finalmente deixado de ser o Viajante ao Vento, mas afinal estava redondamente enganado, ele esteve sempre comigo, aliás ele e eu somos unicamente um ser, porém por vezes esqueço-me...

 Hoje olho em meu redor e não sinto nada, olho ao espelho e não reconheço aquele ser ali reflectido. "Quem és tu?", "Deixas-te tudo isto acontecer porquê?", "Que vais fazer agora?!"... São estas as questões que vagueiam, ainda do que resta da minha mente mais elucidada... Hoje não aguentei aquele reflexo e simplesmente parti em mil pedaços esse objecto que me persegue, esse reflexo que me relembra todos os dias as cicatrizes no meu corpo e na minha alma e que fui obrigado a trazer comigo na pouca bagagem que ainda me resta.

 Fui atrás de um amor, de promessas, deixei para trás todo um reino governado pela Solidão e a Escuridão, quebrei as correntes desse mesmo mundo e simplesmente atrasei o portão para o mundo dos vultos... Senti o calor do Sol, a magia da Lua, senti o calor da amizade, as borboletas do amor, porém, esqueci-me de fechar tal portão e sem que eu desse conta o Vento veio. Veio reclamar o que era dele, a promessa que eu outrora lhe tinha feito, pois ser o herói tem o seu preço e eu ainda não tinha saudado tal dívida.

 Deixei-me levar e embalar que nem folha caída de outono... Calei as vozes de avisos à minha volta, deixei que muros à minha volta fossem contruidos, deixei... Deixei de ser eu, o Sérgio Subtil, deixei de acreditar nos meus ideais, deixei de ter voz e simplesmente ali estava como uma simples marioneta perdida no fundo de um malão coberto de antigas recordações de felicidade.


Perdi tanto, por culpa minha. Deixei de saber o que era amor próprio, confiança, respeito, amizade e até mesmo deixei de saber o que era o amor.

 Tudo isto porque acreditei... Acreditei que estava na hora, mas na realidade nunca esteve e terei sempre estas cicatrizes para me lembrar.

 Dois meses passaram e eu simplesmente, sem ter chão fixo, levantei-me todo a tremer e sai... Deixei que o vento fosse o meu companheiro, tal como sempre foi, o meu mais que fiel companheiro e agora aqui estou, nem caído nem erguido... Simplesmente aqui estou no meio de pensamentos e meras recordações de amizades perdidas, amor criado numa ilusão, uma vida varrida para baixo do tapete. E tudo isto por culpa minha e unicamente minha. Perdi a minha essência e simplesmente já não sei quem sou sem ser o Viajante ao Vento.

 Se terei forças para me erguer mesmo? Nem as sombras desta mundo me dão a resposta. Voltei a ficar preso às correntes que a cada respirar meu fazem com que levemente o meu sangue caia neste chão gelado de pedra.

 Olha para trás e percebo que bati mesmo no fundo do poço e simplesmente não sei se terei forças para o subir... Volto a olha para o chão, para os pedaços do espelho que parti e penso "Será que sinto alguma coisa se puser os pés me cima?"... Nada, nada! É o que sinto, não consigo libertar qualquer sentimento, qualquer gesto ou som sequer, estou puramente vazio de simples nadas. 

 Permiti, cedi... E agora voltei, mas para que finalidade?

domingo, 27 de dezembro de 2015

2015

2015… Bem, por onde começar? Este ano foi uma autêntica montanha russa. O ano passado não fiz nenhum balanço em palavras sobre 2014, digamos que fiz apenas um balanço mental, pois considero 2014 como o ano das perdas para mim.

Mas bem, falemos deste ano que está a terminar. Olho em volta, sinto o vento e sinceramente não dei pelo tempo passar por mim, só sei que o tempo avança pois o frio e o calor me fazem lembrar de tal.

Foi neste ano que fechei de vez a porta para o dito “amor”, fechei por pura opção, já conheço o jogo, as regras, as faltas… Considero que este ano tive mais conquistas que perdas. Consegui chegar ao 2ºano do meu curso e destacar-me pela positiva no estágio. Mentalizei me que perdi definitivamente algumas pessoas que antes eram como pilares na minha vida.

Deixei de ser a puta, o drogado que outrora o era… Deixei de confiar, aprendi a desconfiar e talvez diga que “matei” de vez o Soares para deixar de vez o “Subtil”. Sim, inconscientemente fui fazendo tal ato, mas não me arrependo… por agora.

Percebi que os laços de sangue nada importam quando na realidade não somos o filho, irmão, sobrinho ou neto desejado… Quando na realidade somos homossexuais e esses ditos laços de sangue quebram-se. Sim… Afinal, de quantas maneiras um coração, uma alma podem ser destroçados e ainda continuar a bater, a viver? Nos últimos meses, eu tenho passado por muitas experiências que poderiam ter acabado comigo, mas isso não me deixou mais forte. Ao contrário, eu me senti horrivelmente frágil, como se uma única palavra pudesse-me despedaçar. É esta a verdade. Passei fome, frio, noites em claro… E se doeu? Não, ainda dói, porque passe o tempo que passar nunca me vou esquecer das palavras proferidas pela minha mãe. Mas pronto, a vida é assim… Cair sete levantar oito.

Este ano, voltei novamente a sentir o calor da amizade… Virei as costas a quem me queria mal e aprendi a sorrir verdadeiramente para três pessoas que chegaram sem aviso à minha vida. E de uma coisa eu tenho certeza, se não fossem essas pessoas eu certamente não estaria aqui agora, pois foram elas que nos meus pensamentos mais sombrios souberam trazer luz e tudo isso sem se aperceberem nada. E por isso agradeço... André, Patrícia e Miguel. Mas sem nunca esquecer aquelas pessoas que por mais tempo que passe também estão lá... Ângelo, Ricardo e Gonçalo.

Reaprendi o que significa a “amizade”, se é para sempre? Só o tempo o dirá. Aprendi o que é ter “esperança”, reaprendi a lutar por mim… Embora às vezes o Viajante ao Vento ainda chame por mim.

Neste ano que está a terminar, reafirmei-me no curso, consegui trabalho, tracei objectivos, criei a minha família, apanhei grandes bebedeiras, fui a festas perfeitas, jantares memoráveis, chorei de tanto rir, roubei quadros, fiz figuras no meio da rua, ofereci rosas a desconhecidos, andei descalço durante o serviço de almoço, entrei em carros que não eram meus, vi a minha vida a passar-me à frente… Mas também chorei, quis desistir, dormir e não mais acordar, quis sentir-me a desaparecer de vez deste mundo, desejei matar, sonhei fugir. Porém, tive altos e baixos, tal como todos, certo? Não sou mais que ninguém e ninguém é mais que eu.

Simplesmente agradeço… às pessoas que todos os dias me inspiram, à minha família. Agradeço também aquelas pessoas que por vezes me conseguem libertar um sorriso... Obrigado Inês, Best e Norma.

No final deste ano simplesmente digo… Eu mudei porque amadureci. Mudei porque passei por tantas e tão diversas experiências que consegui aprender com os meus próprios erros, mudei porque me dececionei com amigos, mudei porque me dececionei com amores, mudei porque conheci pessoas tão especiais que fui capaz de me inspirar por elas e me espelhar nelas para me tornar uma pessoa diferente, talvez uma pessoa melhor. O tempo passou, eu mudei e nem tudo e nem todos me acompanharam.

domingo, 8 de novembro de 2015

Raiva

Hoje escrevo... Escrevo não com o sentimento de tristeza ou solidão, mas sim de ódio! Ódio! Raiva! Dor!

Fartei-me da raça humana, dos sorrisos falsos, das falsas preocupações, dos falsos amores, das falsas noites de sexo, dos falsos sentimentos, dos falsos... Poderia encontrar mil e um sinónimos, porém de nada me iria servir.

Nestes últimos meses a minha vida deu uma volta de 180 graus, deixei de reconhecer as pessoas que comigo vivem, as pessoas que me rodeiam durante o dia.

Cai numa ilusão chamada de "gosto de ti", que idiota que fui... Talvez deixei-me ir porque no final de contas, no meio desta confusão era aquilo que me acalmava, me fazia sorrir. Senti-me com voz, mas não conseguia falar. Lutei para conseguir falar... No entanto, e como já é normal na minha vida, foi tarde de mais.

Na realidade o ser humano só pensa numa coisa, sexo... Momentos de puro prazer, os sentimentos? Bem esses fica para quando houver oportunidade. Não me venham com as histórias de que tiveram um grande amor e ele morreu, partiu os simplesmente vos traiu, e que por causa disso agora não se envolvem sentimentalmente.

Todos nós temos história de amor falhadas, nada dura para sempre, acordem! Se realmente és um coração partido, não andas no grindr à procura de foda, não falas em foda com a primeira do chat no facebook, não convidas um gajo com quem só falas à 3 dias para passar o fim de semana na tua casa!

Sinto raiva, nojo! Quantos de vocês é que não começaram com uma foda e logo no primeiro encontro tiveram aquele sentimento que aquilo ia dar para o torto? Quantos de vocês é que não caíram no erro de ir sair com os amigos e com a vossa "foda"... Até chegar aquele momento em que a vossa "foda" esquece-se da vossa existência. Todos nós esperamos isso de pessoas na casa dos 20's anos, não? Acordem!

Hoje escrevo sem filtro, com ódio, raiva, nojo... Escrevo por mim.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

"Se eu morresse amanha, o que me dizias hoje?"

Voltei... Senti novamente esta necessidade de escrever, de libertar os meus pensamentos.

Hoje andei, decidi andar por ai... Sentir novamente o vento pela minha pele, o sol aquecer-me o que resta de mim. Foi então que como uma memória trazida pelo vento, lembrei-me de uma pergunta que me fizeram nos meus 18anos... "Se eu morresse amanha, o que me dizias hoje?"

Nestes últimos dias tenho pensado nisso, só gostaria de saber que sou "importante" para alguém... Serei a única pessoa que se questiona em relação a isso? Se eu desaparecer, alguém irá dar pela minha falta? Alguém irá chorar? Alguém me vai procurar?

Aqui fechado neste meu quarto, olho em volta mais que uma vez, já nem sinto as sombras a passearem entre os meus escassos suspiros. Guardei fotos de pessoas que outrora eram as tais, rasguei cartas dos amores que coleccionei, pus numa gaveta bem funda presentes de amizades que pareciam nunca ter um fim.

No meio deste misto de lembranças e dor... Percebi que deixei de conseguir chorar, apenas sinto uma dor, uma dor que parece arrancar-me cada pedaço da minha carne. Deixei de acreditar no "final feliz", nada nesta vida dura para sempre... A vida é resumida a momentos tão frágeis que o vento os pode levar quando menos esperas.

Talvez o meu problema seja eu tentar deixar de ser este Viajante ao Vento, procurei perdão ao entrar neste mundo, aceitei pisar este chão de sangue e ser acorrentado enquanto olhava para o portão e a única coisa que via eram sorrisos... Sorrisos de meros vultos, enquanto eu estava e estou destinado a conviver com estas lembranças e as meras sombras que sussurram entre elas o meu castigo, a minha punição.

Será que existe perdão para alguém que pisou os sonhos de outros? Que usou e abusou do amor de terceiros para cumprir os seus objectos? Lembro-me... Lembro-me das muitas noites de prazer que tive, das manhas de arrependimento, das tardes de lágrimas. Do amor puro e honesto que tive e recusei. Talvez nunca irá existir um fim para esta punição, cada um tem o que merece, não é?

Olho em volto. Nada vejo, nada sinto a não ser dor, solidão. E simplesmente me questiono... "Se eu morresse amanha, o que me dizias hoje?"

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Cá estou eu

Cá estou eu, novamente... Não sei ao certo o que estou a fazer aqui, o que irei escrever. Nem sei ao certo o que estou a sentir, se é que sinto alguma coisa que seja em mim.

O que é isto? O que é a vida? Cair sete e levantar oito vezes? Sorrir depois de termos levado a maior bofetada da vida? O que é o amor? O que é o destino? Alegria, tristeza, emoção... Não será tudo uma mera ilusão?

De quantas maneiras pode a alma de um ser humano sem quebrada? Em quantos pedaços pode essa mesma se quebrar, dividir?

Talvez a minha mente esteja apenas a divagar demais, talvez o meu problema seja esta solidão constante... Este defeito de não conseguir preservar as pessoas à minha volta, viver de lembranças, de pequenas memórias que ninguém irá entender. Ninguém as irá entender pois essas pessoas não estavam lá, o meu círculo de amigos é como uma grande montanha russa que a cada subida perde a força, ou seja, eu vou perdendo amigos, pessoas, sorrisos, olhares.

A cada descida dessa montanha russa, eu vou ganhando feridas, lágrimas, escuridão dentro de mim... Já não sei se sou o Viajante ao Vento, o Sérgio Soares ou apenas o Sérgio Subtil. Sei que a chave para a maior parte destas questões sou eu que a tenho, e embora eu saiba disso, escrevo... Escrevo e rescrevo cada linha destes textos, porque embora ninguém os vá ler, eles dão-me conforto, acalmam-me a alma, talvez sejam eles o meu melhor amigo.

Ao ler este mero texto (um de muitos) não encontro sentido algum... Será que já nascemos com o destino traçado? Ou simplesmente com um esboço? Mas o que é o destino?

Estou a divagar novamente, hoje não me consigo focar, a minha mente dança numa fina corda de memórias, pessoas, lugares. Será que é o efeito da solidão? Será que é o efeito da ansiedade humana? O que é o desejo? A inveja?

Enfim...

domingo, 19 de julho de 2015

Reviravoltas

Voltei... Voltei a sentir a necessidade de libertar o que me sufoca, este misto de emoções, este reencontro, as memórias, as gargalhadas, as lágrimas, o verdadeiro sentimento.

São reviravoltas da vida... Devaneios da mente, penso e penso mais um pouco, é incrível a mudança que sinto dentro de mim, cresci, ultrapassei tanta coisa, e ainda existem tantas outras metas a alcançar, foi aqui que aprendi a gostar cada vez mais de mim, em que comecei a ver o que existe de bom nas pequenas coisas.

Sempre me senti diferente dos que me rodeiam ou rodeavam, foi sozinho que aprendi a dar valor às coisas, foi assim que aprendi o que era ter esperança de um dia melhor, contudo admito que ainda guardo tanto medo dentro de mim, mas será sempre algo que terei que lidar até aos poucos me largar dessas mesmas Sombras, pois na realidade todos nós temos medos que nunca iremos perder, é inerente a todos nós sentirmos esse frio no estômago, todos queremos ser felizes mas quando chega a hora todos sentimos medo. Talvez não saibamos reconhecer o que está à nossa frente...

Talvez eu afinal sempre soube quem tu eras e tu sempre soubeste quem eu era, não? Talvez este vá ser mais um texto confuso e que ninguém, nem tu, irá ler. 

Sinto que o destino esperou... E finalmente decidiu o nosso destino nas estrelas, não sei o que irá acontecer, e acho que tu também não, apenas sei que o tempo parou debaixo do céu, o rio estagnou e nada mais existia à volta, só o vento.

Talvez eu afinal sempre soube quem tu eras e tu sempre soubeste quem eu era, não? E simplesmente o destino juntou, afastou e... E agora somos nós que decidimos.

Passo a passo... Certamente é o mais correcto. Mas como fazer passo a passo se a vontade é recuperar o tempo perdido? Se a vontade é sentir de novo tudo na totalidade? Dizem que o que é verdadeiro volta... Será verdade? Se assim for, espero que uma amizade consiga vencer as voltas do destino e o seu aguçado sentido de humor.

Talvez eu afinal sempre soube quem tu eras e tu sempre soubeste quem eu era, não? E simplesmente o destino juntou, afastou e...