segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Running Away

Quantas vezes olhamo-nos ao espelho e a pergunta que nos surge é “está tudo bem?”, mesmo que a resposta seja não, vamos mentir-nos a nós próprios e dizer que sim, está tudo bem, vamos querer viver assim, por vezes a fingir que está mesmo tudo mais que perfeito, até ao dia em que aparece alguém que nos vai fazer essa pergunta “está tudo bem?” e ai, mesmo que digamos q sim a resposta que iremos ouvir é nada mais que “não me mintas se não estiver tudo bem, senão tiveres mais nada para dizer não faz mal.

Iremos perder a máscara da dita “felicidade” vamos sentir um alivio vindo do nada, até podemos chorar ao dizer q não, não está tudo bem. Talvez alguns de nós vão pensar em “fugir”, deixar aquele lugar onde dizíamos ser felizes só para podermos olhar nos olhos os que nos rodeiam os que não queremos magoar com a nossa dita infelicidade, vamos mesmo gritar bem alto “sim, estou a fugir, estou a fugir deste lugar!”

Não vamos olhar para trás durante a partida, a fuga, vamos dizer que não fomos os únicos culpados por isto, que é muito tarde para ficar pois a ferida não sara custe o que custar, e não, não vamos ficar, vamos continuar a fugir, a fugir o mais rápido possível, mais rápido do que alguém nos consegue alcançar deste lugar a que chama-mos de solitário, mais longe do que alguém nos possa encontrar, vamos partir sim, vamos partir “hoje”.

Vamos fazer de tudo para ninguém nos encontrar, vamos deixar tudo e todos com o nosso passado, não vamos ouvir nada de ninguém, simplesmente vamos querer que os outros nos entendam, até que num dia como qualquer outro vamos olhar-nos ao espelho, vamos ver o nosso reflexo ali, aquela pessoa que fugiu, não ouviu ninguém, simplesmente deixou o passado para trás e com ele tudo o que realmente ele era.

Vamos perguntar-nos tudo o que queremos, mas não, não teremos respostas porque a maior das questões será… “Disse tudo o que tinha a dizer? Disse adoro-te quando ainda podia dizer? Ouvi quem mais me adora? Eu disse o que tinha? Posso voltar?”. Vamos perceber que o lugar que era solitário esteve sempre cheio de pessoas, de sorrisos, gargalhadas bem altas e alegres, vamos querer voltar, recuperar o passado, agarrar nesse mesmo passado e transformá-lo numa nova vida onde a fuga nunca irá fazer parte das opções da nossa vida.

Simplesmente fazemos planos, marcamos “golo”, mas fugir não é sinal de superioridade, pois quando dermos conta veremos que nunca dissemos o que a palavra no momento exacto, vamos perceber que a vida, o destino, a nossa felicidade somos nós que a fazemos, as nossas escolhas são os dados neste jogo, onde só sai vencedor quem tem força, pois o destino faz os parentes, mas as escolhas fazem os amigos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Chasing


Já pensaram no que seria a vida se de um momento para o outro o mundo parasse? Já alguma vez perderam tempo a questionar-se o porque daquela decisão? O porque de estarem ali naquele preciso momento? Certamente todos nós pensamos que temos respostas para isso, então mas se eu disser que não? Que peso tem a opinião de um rapaz de 17anos em relação a este assunto?

Por vezes não é a idade que nos distingue, pois isso são simples números que nos colocam na sociedade, nada mais que isso! Mas embora sejamos todos diferentes, todos os dias tentamos encontrar respostas para as nossas dúvidas, soluções para os nosso medos ou problemas, tentamos fugir da dor, sorrir para esconder a fraqueza, até que um dia, tudo termina, tudo tem um fim.

Um fim? A morte? Não, não se chama de morte, chama-se instinto humano, tudo termina no dia em que alguém nos diz “fazemos qualquer coisa, no nosso mundo, não precisamos de mais ninguém nem de nada”. Todos gostaríamos de ouvir esta frase, a frase que põem fim às incertezas, aos receios, medos, enfim as palavras que nos libertam.

“Se eu me deitar aqui, se eu apenas me deitar aqui, deitavas-te comigo e esquecias o mundo?” é a frase que nos iria libertar, mas certamente que a nossa resposta seria de incerteza, pois não saberíamos o que dizer, o que sentir, pois aquelas palavras não seriam o suficiente para acalmar a alma de alguém incerto, de alguém que a cada deitar perde mais um pouco de si. Talvez o melhor que temos a fazer é esquecer o que foi dito, pois o tempo não espera por ninguém e simplesmente irmos a correr para um Jardim que se abre para a vida, vamos passar o tempo perseguindo aquilo que nem sabemos ao certo o que é, mas a certo momento vamos perceber que vamos envelhecer, e que embora tenhamos dito que nunca precisamos de ninguém, vamos dar conta que em parte estávamos errados, pois não tivemos ninguém para dizer o que realmente sentíamos, o que mais desejávamos, podemos dizer que fomos felizes, e sim até pode ser, mas nunca a felicidade na totalidade.

A vida é curta de mais para perdermos o tempo a caminhar sozinhos, a tentar encontrar a luz que nos falta nas falsas sombras, nos atalhos que mentiras nos dão, temos de por vezes olhar em frente e dizer “Sim, estou aqui, vou contigo fazer qualquer coisa e esquecer o mundo.”

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"Era uma vez..."


Todos nos lembramos das histórias da nossa infância, o sapato de cristal da Cinderela, o sapo que se transforma em Príncipe, a Princesa que acorda com o beijo, “era uma vez, e depois viveram felizes para sempre.”

Contos de fadas, o reino dos sonhos, o problema é que os contos de fadas não se tornam realidade, isso são outras histórias que começam com uma noite escura e parecem não ter fim, é o mundo onde os pesadelos, esses sim, se tornam realidade, onde o amor se perde com um simples “não”, onde uma amizade se quebra com uma lágrima, onde alguém morre por não encontrado a luz da esperança.

“Era uma vez” uma bonita princesa… “era uma vez” num lindo castelo feito de cristal… “era uma vez” um príncipe… tudo o que nos contaram na infância tem como fundo “era uma vez” e por fim termina com “viveram felizes para sempre”. E se a história for “Era uma vez” uma princesa pobre, que lutou contra tudo e todos para alcançar a sua felicidade, perdeu amigos, descobriu que a sua felicidade não estava junto do príncipe, e muito menos estava no belo palácio de cristal, a felicidade estava nela própria! E sim a princesa pode ter vivido feliz para sempre, não precisa do palácio ou do príncipe, ela tem-se a ela mesma, tem os amigos verdadeiros.
Por vezes é por culpa do “era uma vez” que caímos nas sombras, ouvimos as histórias, pensamos que o amor se encontra assim do nada, pensamos que as pessoas que nos querem fazer mal são aqueles que por vezes mal nos olham, que não são tão belas como queremos, mas não, isso é uma ilusão, pois nem tudo o que brilha é ouro, nem tudo o que vem á rede é peixe. Pois “era uma vez” uma história que só com uma simples lágrima perdeu o seu brilho e fantasia e passou a ser o mundo da realidade, onde o amor se constrói a cada dia, onde as pessoas que menos esperamos são aquelas que nos estendem a mão sem pedir nada em troca, onde o “viverem felizes para sempre” não vem escrito do nada, temos de ser nós próprios a fazer o nosso “viveram felizes para sempre” pois a vida não é um conto de fadas onde para ter tudo o que queremos não basta uma simples varinha mágica, é preciso esforço, esperança, determinação, coragem, amigos… Pois as coisas não surgem escondidas na abóbora, não são os sete anões que nos vão salvar do fracasso, não existe nenhum grilo falante para nos abrir os olhos, o que existe somos nós, as nossas forças, o nosso mundo.

“Era uma vez alguém que vivia num mundo para lá da imaginação, pois por vezes o "era uma vez" trás com ele a magia de viver…”