sábado, 15 de maio de 2010

Agora


Tudo começou com um simples “olá”, um simples olhar no meio de uma feira cheia de música e luzes que pareciam governar naquele momento, mas não, foi o teu olhar que governou o meu momento naquela altura… foi tudo aquilo que para outros parecia um gesto banal.

Posso dizer que contigo fui feliz, e tinha apenas 15anos… mas sim, amei-te com todos os meus 15anos, amei-te sem dar conta do quando me envolvia e tu o que me deste em troca foi nada mais nada menos que o teu coração, assim pensava eu. Passados dois anos tudo o que tínhamos vivido parecia uma das muitas ilusões da vida, pois foi ai que senti a tua traição, senti que tudo tinha chegado ao fim. Agora um ano passou e tu voltaste novamente com o teu sorriso mas deste vez de pura amizade para nos meus próprios anos me magoares da pior das maneiras.

Hoje o que escrevo é um de muitos desabafos, hoje aqui gravo o meu amor… pois amei.

Ao fim de 1 ano fechei o meu coração, até que por magia no Carnaval apareceu a pessoa por quem eu menos me poderia apaixonar… novamente senti-me vivo mas ao mesmo tempo quase que perdi amigos, hoje sei que fui mais um nos teus jogos.

Enfim… talvez tenha amado duas vezes. Aos 15 e 17 anos… cansei-me de pensar tanto no assunto do amor, de chorar e sofrer… hoje sou comprometido, obra do destino tu teres aparecido assim, não sei se é bom ou mau, sei simplesmente que estou bem pois agora estou mesmo a viver o momento, pois tu não disseste um simples “olá”, não estavas mascarado quando te conheci, não me falaste em jogos… e é disso que me cansei, foi assim que sofri, foi assim que perdi a alma e parti o meu coração…

A poucos dias de ter estado contigo, digo que sim, que te amo… não te quero perder e se isto for um erro, então que seja, mas agora não, não quero pensar no amanha ou no ontem mas sim no hoje, pois o momento é agora e não mais tarde!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um dia


Hoje mais uma vez o Sol nasceu, as horas passaram, a vida aconteceu e por fim a Lua reinou sobre o escuro, mas no meio de um dia comum eu fiz 18anos… Sim, 18anos de uma vida curta mas marcada.

Mais um dia nos nossos calendários, mais um dia do ano… Um dia que eu pensava ser especial para mim, mas não, passou a ser o dia onde a morte reinou, sim isso mesmo. Mas no fundo digo, hoje faço 18anos, hoje tornou-me alguém perante a sociedade, perante o mundo, hoje não me torno só responsável por mim, mas sim por todos aqueles que em mim acreditam, que depositam as suas esperanças em mim, hoje viro mais uma página na minha vida, hoje cresci um pouco mais como ser, como pessoa!

Mas mesmo assim choro, choro porque festejo os meus 18anos numa casa escura onde o silêncio é rei, numa casa onde nem uma vela existe para eu puder pedir o tal desejo misterioso guardado nos nossos sonhos… Hoje festejo os maus e bons momentos, recordo o que vi, o que fiz, o que senti…

Hoje é o princípio do fim, hoje foi o dia onde o silêncio reinou e as lágrimas ocuparam o som alegre e triunfante de uns parabéns, de umas palmas ou sorrisos, hoje foi assim… Fiz 18anos, mas tudo isso foi um dia normal para todos, mas negro para mim.