segunda-feira, 16 de maio de 2011

Caminho


Como qualquer ser humano, tenho um passado, presente e talvez quem sabe um futuro. E embora tenha simplesmente 18anos já tenho um passado, passado esse meu, passado esse cheio de sorrisos, lágrimas, enfim… um passado igual a todos, certo?

Hoje com 18anos escrevo isto porque cheguei ao ponto onde me olho ao espelho e simplesmente o que vejo é tudo e nada, vejo o reflexo de alguém que tem tudo e não tem nada. Esse reflexo sou eu, esse “triste” sou eu.

Ao fim de 18anos revejo cada cena, da mais marcante até á mais banal… dei de caras com o “gostar” de alguém duas vezes. Dei de caras com a traição das duas vezes… chorei em silêncio a partir dos 15anos. Mas até chegar onde cheguei digo com muito orgulho que fui usado (tal como também o fiz), traído, “castigado”, amado, desejado.

Fiz parte de pessoas que jamais irei voltar a ver, conheci desde a pessoa mais culta á menos cultural, desde a dita beleza até á “coisa feia”, desde as pessoas de passagem até ás de coração.

Simplesmente já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis, já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei em me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei para proteger, já dei risadas quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, ou fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, mas também me magoei varias vezes, já chorei a ouvir musica e a ver fotos, já telefonei só para escutar uma voz, já me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e perdi) … Mas mesmo vivi, mesmo assim não tento esquecer o passado, pois foi ele que me tornou no que sou hoje.

Tenho um passado comum, igual a muitos mortais… em apenas 18anos digo que quase vivi tudo o que sempre sonhei. Lutei com determinação, abracei a vida, vivi com paixão, perdi com classe e venci com ousadia, porque sempre ouvi dizer que o mundo pertence a quem se atreve.

Ao fim de 18anos, digo e sinto que conheci quem tive de conhecer, ajudei quem tive de ajudar, magoei quem tive de magoar… cheguei ao fim com tudo e nada pois ser um herói tem preço.