quarta-feira, 30 de junho de 2010

Retorci


Neste momento o mundo parou, o meu saber perdeu lugar e o pensamento é comandado por ti. O porque disto acontecer?

Nem eu sei ao certo, nem o ontem tem a resposta… apenas sei quando e como aconteceu, tudo isto quando senti um aperto no peito, quando senti uns lábios que juraram não me magoar, não me ferir mais do que eu já estou. Mas acima de tudo porque antes de te sentir assim, sentia o teu ombro amigo, o teu carinho e agora?

Agora talvez tudo desapareça e seja levado pelo vento… vento esse que gravou as tuas palavras “Vamos deixar as coisas acontecerem” vento esse por onde caminho sem destino, onde balanço e ando, vento esse que me afasta mais de ti…

Neste momento não sei o que sinto, não sei o que penso, só sei que a cada por do sol me estou a tornar cada vez mais frio, sombrio, cada vez menos eu… porque chegaste e levaste contigo um pedaço de mim e eu deixei, chegaste e só com um gesto levaste as cores, chegaste e… e agora?!

Agora escrevo textos que nunca me iram dar o que quero, respostas! Certezas do que sou, do que tu és… do que fazer.

Pois retorci na história, no saber… retorci e estou a caminhar para um mundo onde o silêncio e a escuridão reinam, um mundo onde eu sou o senhor da incerteza, o príncipe das lágrimas e o comandante da dor. Mundo esse não desejo um final feliz, nem uma palavra de conforto… mundo esse que em tempos antigos sai em busca de um olhar, mundo esse que agora me acolhe e me vai transformando num comum… simplesmente.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Desejar


Simplesmente desejei amar e esse amor apareceu, desejei ser rei e assim fui, desejei sorrir sem nunca me lembrar da dor da perda.

Todos os dias desejamos sempre alguma coisa, seja ela das mais importantes até às mais insignificantes. Mas sim! É de ordem natural do ser humano desejar, querer… deseja-mos todos os dias porque desde crianças assim somos ensinados, nos nossos aniversários, na passagem de uma estrela, no cair de uma pestana, num cruzar de dedos… ou seja por necessidade desejamos ás estrelas, pedimos ás pestanas e imploramos ás velas que o nosso amor volte, ter boa nota num exame, entrar numa escola, passar numa prova.

Tanta coisa que se pede e tão pouco tempo para elas se realizarem, mas embora o ser humano saiba disso, continua a desejar, querer, a pedir… pois assim fomos ensinados, assim nos ensinaram e assim iremos ensinar tal como nos foi ensinado ontem, hoje e amanha.

domingo, 6 de junho de 2010

Ciclo


Hoje gostava de escrever um poema, gostava de dizer que estou bem, “feliz”, gostava de escrever coisas alegres que fizessem rir os outros… mas não, não é isso que a minha alma sente, não é isso que os meus olhos demonstram e muito menos os meus actos.

Nós como seres humanos temos a capacidade de sorrir quando o que queremos é chorar e gritar, ficar num sítio quando o que realmente queremos é fugir para bem longe e apenas viver. Todo o ser humano tem a capacidade e o defeito de por tudo para trás das costas, pois como dizem sempre “o tempo tudo cura” mas isso será verdade?

Será que o tempo cura amizades? Amores? Sonhos? Lutas? Pois bem meus amigos, isso são mentiras! Pois o tempo não cura, apenas piora, pois ninguém oferece em sacrifício a coisa mais importante que possui, e ninguém acende uma candeeiro para o por atrás da porta, mas sim á frente para todos o verem!

Podem achar estranho e confuso o que escrevo, o que aqui descrevo sendo um retrato da minha alma… mas ninguém pode dizer mesmo que está ou é FELIZ, essa é a palavra mais comum, nenhum ser humano devia puder dizer DESCULPA, pois essa palavra vem sempre amarrada á dita felicidade e sabem porque? Porque tudo o que fazemos serve para dizer essas palavras, toda a nossa história pessoal anda em volta do mesmo pois é tudo um ciclo que não tem fim…

Hoje não sou um viajante ao vento nem do tempo… sou um pessoa que nasceu das cinzas espalhadas de histórias que o tempo quebrou, de palavras que o tempo guardou, de lágrimas que o mar levou… sou aquele que terminou um ciclo, que aos poucos se vai esquecendo da sua história pessoal e vai sendo ele mesmo.