domingo, 31 de outubro de 2010

Adeus


Hoje escrevo em despedida, hoje cansei-me do tudo e do nada. Hoje perdi as cores e os sentidos, hoje tomei coragem para abrir uma porta que em tempos trancada esteve.

Sim, este texto significa um “Adeus” ou até quem sabe um “Até breve”… o que irei fazer? Nem eu mesmo sei, simplesmente sei do que falo pois eu moro aqui ao “lado”. Nem tudo o que passa por mim tem cheiro e cor, nem tudo o que passa por mim tem sempre sabor, pois é sem cor que eu finjo que não existo, é sem cor que eu finjo que não sinto… pois na realidade sei que as vidas que passam, que nos são contadas por vezes são vidas pintadas assim, são cheias de cor, são vidas que passam sem qualquer sabor.

Se a minha cor é o cinzento? Talvez… se irei voltar? Nem o próprio vento o sabe.

Simplesmente peço desculpa e agradeço, desculpa por me sentir assim, por ser sem cor que eu finjo que não sinto, por ser sem cor que eu finjo que não existo. Obrigado pelas amizades que fui encontrando ao longo deste caminho.

Adeus.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Vazio


Hoje acordei, olhei em volta e o que vi foi um vazio envolvido num escuro que tomava e toma conta de mim a cada passar do relógio.

Pensei que talvez isto tudo fosse influência da chuva, do vento ou talvez do céu cinzento que leva com ele o meu sorriso… hoje voltei ao meu mundo de silêncio e solidão, lá procurei o poço que em tempos me deu conforto mas ele já nada me diz, pois eu mudei.

Mudei, pois passei a sentir as pessoas, as cores, o toque e agora o que procuro são respostas. Respostas que talvez o fundo de o poço as tivesse para mim, mas não, a pergunta contínua na minha mente, no meu pensar “o que é o alguém?”.

Tentei procurar nos livros, nos sentimentos, nas pessoas, em mim! Mas a resposta é sempre nada, é sempre uma rua sem saída… até que quando realmente olho vejo que “o alguém” esteve sempre comigo… e ainda por vezes está.

Mas mesmo assim nada muda, pois algo mudou, algo quebrou os portões do meu mundo, algo acabou com o reino do silêncio e da solidão e agora o que resta é isto… o vazio, a escuridão. Se estou a pedir para ser salvo? Nada disso, não vou pedir algo que seja impossível para mim acreditar, simplesmente vou… Simplesmente.