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Puxar

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Neste momento ando sem rumo ou tino, neste momento sou o vazio e a distância, neste momento não sei quem sou… se sou quem te adora, se sou o ser que adoras. O vento puxa por mim e neste momento leva-me de volta ao mundo que jurei não mais voltar, ao mundo onde o silêncio e a solidão reinam sobre um manto de dor, mundo esse que tem como centro o poço que em tempos me dava conforto, poço que me chama para o seu fundo, para o seu leito. Mesmo sendo puxado olho para trás e vejo-te a ti, sim estás presente, sim sinto o teu carinho mas… Mas não sinto o teu desejo, não te sinto quando as lágrimas correm pelo meu rosto. Hoje metade de mim, quer voltar a ser um viajante ao vento, sem rumo… Hoje metade de mim quer continuar a pertencer-te e repetir a palavra “Amo-te”, mas não posso viver nesta constante de constâncias o resto dos dias. Pois embora o sentimento conte, os actos também e são eles que dão mais força aos nossos sentimentos… São simplesmente eles. Podia dizer “esquece” mas não. Estou ...

Xadrez

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Na vida temos escolhas, caminhos, sorrisos, lágrimas, amigos, inimigos… enfim, a pergunta é “o que não temos?” Hoje enquanto ia para casa, olhei para a janela do comboio, sabem o que vi? A vida a passar por mim, por ti, por todas as pessoas que caminhavam ao som de uma música que me consumia naquela viagem. Em que pensava? Bem, pensei nos acontecimentos de uma vida curta, pensei no que seria dos outros o meu desaparecimento. Pensei nas novas e antigas amizades, no novo e antigo amor. “Afinal para que serva este texto?!” perguntam vocês certamente com razão. Podia dizer que este era mais um texto da vida e das suas ditas tristezas, mas não. Este texto é um acumular de lágrimas, onde filmes, pessoas, locais e acontecimentos me deram coragem para voltar a escrever. A vida não é assim tão madrasta, a vida é feita de pequenos nadas, pequenos detalhes como uma simples “olá” um simples olhar, ou até mesmo um banal “não vai dar, esquece…” isto sim é a vida! Um pleno jogo de xadrez onde somos n...

Palavras

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A dor pode ser algo que todos temos em comum. Mas é diferente em cada pessoa. Pois não é apenas a morte que temos de chorar, é a vida, é a perda, é a mudança. E quando nos perguntamos porque tem de ser tão mau de vez em quando, porque tem de doer tanto, temos de nos lembrar que tudo pode mudar de repente. E é assim que nos mantemos vivos. Quando dói tanto que nem conseguimos respirar? É como sobrevivemos. Recordando aquele dia, de certo modo, impossivelmente, não te sentirás assim. Não irá doer tanto. Pois é certo que a dor chega na altura própria para cada pessoa. Ao seu modo. Portanto, o melhor que podemos fazer, que alguém pode fazer, é tentar ser honesto. Enfim… O que é mesmo chato, a pior parte da dor, é que não conseguimos controlá-la. E por isso o melhor que podemos fazer é permitir-nos senti-la quando chega e deixá-la partir quando conseguirmos. Mas no fim de tudo… o pior é que, quando pensamos que já a ultrapassámos, começa de novo. E de cada vez que começa…ficamos sem fôlego.

8 de Maio

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“O que queres tu de mim?” É a pergunta que está permanentemente dentro da minha cabeça. Pergunta que questiono a mim mesmo a todo o tempo, constantemente. Aproxima-te de mim, deixa-me observar-te completamente. Acalma a tua respiração ofegante, pois é necessário ter calma neste situação. Senta-te, não a meu lado, mas sim rigorosamente perto de mim, para que não deixe de observar o teu olhar. Reflecte bastante, liberta a tua mente, e responde-me: “O que queres tu de mim”? Momentos de puro silêncio contemplam o momento. Estou petrificado, à espera da tua sincera e verdadeira resposta. Olha-me nos olhos, e responde-me. Apenas escuto a tua respiração ofegante, como quem tem algo importante a dizer, mas falta-lhe a coragem. A minha respiração? Congelou com o silêncio. O tempo passa, e o mero silêncio mantém-se. Estou a dar em doido, num estado de pura a sadia loucura. No meio do silêncio, escuto os ponteiros do relógio a “marcar” as horas – Já se faz tarde. Reparo no tempo que gastei em ti,...

Acordei

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Hoje acordei, senti o vento, olhei de frente para o Sol! Tudo isto porque me livrei do passado, de uma história que a cada dia me consumia… Consumia mais do meu ser, mais do meu eu! Talvez seja tarde, talvez seja cedo, talvez sejam nada… nadas comparados com o que me tornei, um viajante sempre em busca do olhar da liberdade, do conforto em si, sempre comandado pelo silêncio e a escuridão. Hoje olhei ao espelho e a pergunta q fiz foi “Estás á espera do quê?”. Chega! Chega de desistir, chega de procurar lágrimas quando os sorrisos estão mesmo á minha frente, chega de respirar um ar que não me pertence, pois o que me pertence são os 18anos, são as vitórias e derrotas que me pertencem! Se amei? Claro q sim! Mas também perdi e não deixo de andar de cabeça erguida… pois eu sou eu, o Sérgio que muitas batalhas travou e vai travar, que muitos bocados levaram e eu deixei… que fraquejou quando viu o chão a sair da sua plataforma, mas que nunca caiu! Exacto nunca cai! Pois embora as batalhas seja...

Retorci

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Neste momento o mundo parou, o meu saber perdeu lugar e o pensamento é comandado por ti. O porque disto acontecer? Nem eu sei ao certo, nem o ontem tem a resposta… apenas sei quando e como aconteceu, tudo isto quando senti um aperto no peito, quando senti uns lábios que juraram não me magoar, não me ferir mais do que eu já estou. Mas acima de tudo porque antes de te sentir assim, sentia o teu ombro amigo, o teu carinho e agora? Agora talvez tudo desapareça e seja levado pelo vento… vento esse que gravou as tuas palavras “Vamos deixar as coisas acontecerem” vento esse por onde caminho sem destino, onde balanço e ando, vento esse que me afasta mais de ti… Neste momento não sei o que sinto, não sei o que penso, só sei que a cada por do sol me estou a tornar cada vez mais frio, sombrio, cada vez menos eu… porque chegaste e levaste contigo um pedaço de mim e eu deixei, chegaste e só com um gesto levaste as cores, chegaste e… e agora?! Agora escrevo textos que nunca me iram dar o que quero, ...

Desejar

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Simplesmente desejei amar e esse amor apareceu, desejei ser rei e assim fui, desejei sorrir sem nunca me lembrar da dor da perda. Todos os dias desejamos sempre alguma coisa, seja ela das mais importantes até às mais insignificantes. Mas sim! É de ordem natural do ser humano desejar, querer… deseja-mos todos os dias porque desde crianças assim somos ensinados, nos nossos aniversários, na passagem de uma estrela, no cair de uma pestana, num cruzar de dedos… ou seja por necessidade desejamos ás estrelas, pedimos ás pestanas e imploramos ás velas que o nosso amor volte, ter boa nota num exame, entrar numa escola, passar numa prova. Tanta coisa que se pede e tão pouco tempo para elas se realizarem, mas embora o ser humano saiba disso, continua a desejar, querer, a pedir… pois assim fomos ensinados, assim nos ensinaram e assim iremos ensinar tal como nos foi ensinado ontem, hoje e amanha.