segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Cá estou eu

Cá estou eu, novamente... Não sei ao certo o que estou a fazer aqui, o que irei escrever. Nem sei ao certo o que estou a sentir, se é que sinto alguma coisa que seja em mim.

O que é isto? O que é a vida? Cair sete e levantar oito vezes? Sorrir depois de termos levado a maior bofetada da vida? O que é o amor? O que é o destino? Alegria, tristeza, emoção... Não será tudo uma mera ilusão?

De quantas maneiras pode a alma de um ser humano sem quebrada? Em quantos pedaços pode essa mesma se quebrar, dividir?

Talvez a minha mente esteja apenas a divagar demais, talvez o meu problema seja esta solidão constante... Este defeito de não conseguir preservar as pessoas à minha volta, viver de lembranças, de pequenas memórias que ninguém irá entender. Ninguém as irá entender pois essas pessoas não estavam lá, o meu círculo de amigos é como uma grande montanha russa que a cada subida perde a força, ou seja, eu vou perdendo amigos, pessoas, sorrisos, olhares.

A cada descida dessa montanha russa, eu vou ganhando feridas, lágrimas, escuridão dentro de mim... Já não sei se sou o Viajante ao Vento, o Sérgio Soares ou apenas o Sérgio Subtil. Sei que a chave para a maior parte destas questões sou eu que a tenho, e embora eu saiba disso, escrevo... Escrevo e rescrevo cada linha destes textos, porque embora ninguém os vá ler, eles dão-me conforto, acalmam-me a alma, talvez sejam eles o meu melhor amigo.

Ao ler este mero texto (um de muitos) não encontro sentido algum... Será que já nascemos com o destino traçado? Ou simplesmente com um esboço? Mas o que é o destino?

Estou a divagar novamente, hoje não me consigo focar, a minha mente dança numa fina corda de memórias, pessoas, lugares. Será que é o efeito da solidão? Será que é o efeito da ansiedade humana? O que é o desejo? A inveja?

Enfim...

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